Longe da multidão
Tendo por testemunhas apenas o céu noturno,
A natureza e os mortos
Entregamo-nos ao nosso breve amor.
Dois seres
Tornados unos no enlace dos corpos
Tão diferentes pelo trilhar da vida
Permitindo-se o prazer do instante.
Desejos obscuros,
Tirânicos, vulcânicos dentro da alma de um;
Desconhecidos, sombrios, indecifráveis
Na percepção do outro.
O que é real ou imaginário?
Não importa,
Pois mesmo na efemeridade do sentir
Nada supera o deleite de um momento.

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