terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Resoluções de Ano Novo

Desejo
         um amor de verdade
         que chegue com sinceridade
         e muita intensidade,
         em meio ao ritmo louco da cidade,
         sem se importar com a idade,
         mas sim com a lealdade,
         livre de toda maldade
         e que dure até a eternidade!

Desejo
         um novo coração,
         capaz do perdão,
         repleto de emoção,
         para trazer a solução
         de toda a minha aflição.

Desejo
         seguir em frente,
         sempre presente,
         ainda mais persistente
         diante da batalha intermitente,
         com a nobreza valente
         de quem intensamente sente!

Desejo
         a paz saborear,
         meus caminhos traçar,
         nas asas do destino voar
         livre para amar
         e poder se entregar,
         sempre capaz de acreditar
         que o mundo pode mudar!

A.C. Brida
17/12/2018

Braços

A imagem pode conter: desenho

Braços que abraçam
            que balançam
            que embalam
Braços que apertam
            que afagam
            que acalentam
Braços que aninham
            que protegem
            que sustentam
Braços que seguram
            que recebem
            que suportam
Braços que encontram outros braços
            que se enroscam
            que se prendem
Braços que se unem
                   se fundem
                   e não se esquecem!

A.C. Brida
07/01/2019

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Para Aprender

Quando era adolescente,
acreditava que o tempo
me traria todas as respostas
e de tudo eu teria certeza.
Hoje noto que estou mais sábia,
não exatamente por entender
como a maioria das coisas funcionam,
mas sim porque percebi
que ainda resta muito a aprender!
(05/07/2014)

domingo, 4 de setembro de 2016

Introdução ao livro de poemas "Frêmito"



O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”.
Fernando Pessoa – Autopsicografia.


Frêmito é um pequeno livro que reúne poemas, pensamentos e devaneios líricos da autora, quando esta se sentiu mais madura para compreender as sensações complexas e contraditórias do seu primeiro livro de poesias e, enfim, permitiu-se saborear o resultado, dizendo não em voz alta, mas em murmúrios poéticos o que sua alma transbordava. Esse novo transbordar, mais contido, mais refletido, vem com suavidade, por meio de versos curtos, que podem estar ou não repletos de sinceridade ou fingimento artístico, no qual os sentimentos da autora e do leitor podem se confundir.

São textos feitos para serem lidos num soçobro, na intimidade, para envolver o leitor com emoções e arrepios que não se sabem se são reais ou imaginários, mas que ainda assim, podem ser percebidos e saboreados, alguns com o gosto amargo de sentimentos tristes como a solidão, o abandono, o vazio, a percepção da fragilidade e dos defeitos humanos; outros embebidos de significados transcendentes e mais alguns baseados no prazer espiritual e carnal do amor.

O próprio título escolhido para esse segundo livro de poemas já demonstra isso, pois alguns dos significados do termo "frêmito" são  "sussurros" , rumor", "estremecimento" e, de fato, essa é a sensação que a autora deseja transmitir com os poemas presentes nesta coletânea. Os textos dessa obra são como palavras envolventes ditas ao pé do ouvido, para estremecer, arrepiar e fazer com que o leitor se entregue ao prazer da leitura.


Ana Claudia Brida
Dourados, 09 de Janeiro de 2014.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

SinEXTASia


O silêncio da madrugada é rompido
Pelo rodar do auto que penetra a bruma
Quase inaudível, o som reverbera o alarido,
No interior, de uma canção sem fleuma.

Sem estrelas, estradas molhadas, erma paisagem,
Nada se move sobre o rio enevoado
Apenas lembranças enlevam como doce aragem,
Sensações sinestésicas atiçadas pelo tempo gelado.

Por dentro, corpos quentes que se entrelaçam
Em volúpia de cheiros, toques e beijos,
Instantes de amorosa orgia que se misturam
À suave experiência das cores e desejos.

Seu longo percurso o veículo continua
Enquanto a paixão sentida repercute no pensamento
E na pele ainda quente, outrora nua,
As marcas da loucura e do êxtase de um momento.

Ana Claudia Brida

sexta-feira, 8 de maio de 2015

The Vampire


Every night I fight with myself
'Cause my heart will not fall in love again.
But I have some desires...
And you satisfy my taste for flesh,
For new blood.
I need your life to make me feel alive.
I don't care about your feelings,
I just want to forget the reality
And I do this in your arms.
Maybe I'm not a good person,
Maybe my mind is cold,
But your hot body is enough to me,
To realize my darkest fantasies.
No, I repeat, I don't love you
And you haven't to love me or understand me.
Just give me your skin, your smell, your lips
And I'll give to you all the pleasure...
With no chains, no pain, no tears, no fear...
Only live for the moment...