Desejo
um amor de verdade
que chegue com sinceridade
e muita intensidade,
em meio ao ritmo louco da cidade,
sem se importar com a idade,
mas sim com a lealdade,
livre de toda maldade
e que dure até a eternidade!
Desejo
um novo coração,
capaz do perdão,
repleto de emoção,
para trazer a solução
de toda a minha aflição.
Desejo
seguir em frente,
sempre presente,
ainda mais persistente
diante da batalha intermitente,
com a nobreza valente
de quem intensamente sente!
Desejo
a paz saborear,
meus caminhos traçar,
nas asas do destino voar
livre para amar
e poder se entregar,
sempre capaz de acreditar
que o mundo pode mudar!
A.C. Brida
17/12/2018
Frêmito
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Braços

Braços que abraçam
que balançam
que embalam
Braços que apertam
que afagam
que acalentam
Braços que aninham
que protegem
que sustentam
Braços que seguram
que recebem
que suportam
Braços que encontram outros braços
que se enroscam
que se prendem
Braços que se unem
se fundem
e não se esquecem!
A.C. Brida
07/01/2019
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Para Aprender
Quando era adolescente,
acreditava que o tempo
me traria todas as respostas
e de tudo eu teria certeza.
Hoje noto que estou mais sábia,
não exatamente por entender
como a maioria das coisas funcionam,
mas sim porque percebi
que ainda resta muito a aprender!
(05/07/2014)
acreditava que o tempo
me traria todas as respostas
e de tudo eu teria certeza.
Hoje noto que estou mais sábia,
não exatamente por entender
como a maioria das coisas funcionam,
mas sim porque percebi
que ainda resta muito a aprender!
(05/07/2014)
quarta-feira, 23 de maio de 2018
domingo, 4 de setembro de 2016
Introdução ao livro de poemas "Frêmito"
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”.
Fernando Pessoa – Autopsicografia.
Frêmito é um pequeno livro que reúne poemas, pensamentos e devaneios líricos da autora, quando esta se sentiu mais madura para compreender as sensações complexas e contraditórias do seu primeiro livro de poesias e, enfim, permitiu-se saborear o resultado, dizendo não em voz alta, mas em murmúrios poéticos o que sua alma transbordava. Esse novo transbordar, mais contido, mais refletido, vem com suavidade, por meio de versos curtos, que podem estar ou não repletos de sinceridade ou fingimento artístico, no qual os sentimentos da autora e do leitor podem se confundir.
O próprio título escolhido para esse segundo livro de poemas já demonstra isso, pois alguns dos significados do termo "frêmito" são "sussurros" , rumor", "estremecimento" e, de fato, essa é a sensação que a autora deseja transmitir com os poemas presentes nesta coletânea. Os textos dessa obra são como palavras envolventes ditas ao pé do ouvido, para estremecer, arrepiar e fazer com que o leitor se entregue ao prazer da leitura.
Ana Claudia Brida
Dourados, 09 de Janeiro de 2014.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
SinEXTASia
O silêncio da madrugada é rompido
Pelo rodar do auto que penetra a bruma
Quase inaudível, o som reverbera o alarido,
No interior, de uma canção sem fleuma.
Sem estrelas, estradas molhadas, erma paisagem,
Nada se move sobre o rio enevoado
Apenas lembranças enlevam como doce aragem,
Sensações sinestésicas atiçadas pelo tempo gelado.
Por dentro, corpos quentes que se entrelaçam
Em volúpia de cheiros, toques e beijos,
Instantes de amorosa orgia que se misturam
À suave experiência das cores e desejos.
Seu longo percurso o veículo continua
Enquanto a paixão sentida repercute no pensamento
E na pele ainda quente, outrora nua,
As marcas da loucura e do êxtase de um momento.
Ana Claudia Brida
sexta-feira, 8 de maio de 2015
The Vampire
Every night I fight with myself
'Cause my heart will not fall in love again.
But I have some desires...
And you satisfy my taste for flesh,
For new blood.
I need your life to make me feel alive.
I don't care about your feelings,
I just want to forget the reality
And I do this in your arms.
Maybe I'm not a good person,
Maybe my mind is cold,
But your hot body is enough to me,
To realize my darkest fantasies.
No, I repeat, I don't love you
And you haven't to love me or understand me.
Just give me your skin, your smell, your lips
And I'll give to you all the pleasure...
With no chains, no pain, no tears, no fear...
Only live for the moment...
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