segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sonhar...

Ainda há que se sonhar

Por mais que a tempestade se levante no horizonte

Ou mesmo que as sombras da noite cerrem suas pálpebras

No silêncio e na imensidão dos pensamentos

No singelo envolver de uma melodia suave

Na porta entreaberta do inconsciente obscuro

Na textura dos lençóis ou no aroma de um perfume conhecido

Na última esperança diante do que se perdeu

...

Ainda há que se sonhar

Enquanto as estrelas cintilantes e o brilho prateado da lua iluminam as trevas

Enquanto se contempla a pureza de um sorriso infantil

Ou uma lágrima de emoção que insiste em cair

Enquanto o sangue flui com intensidade pelas veias e o coração pulsa

Enquanto a natureza com suas cores, formas, cheiros e sabores permanece a embriagar os sentidos

Enquanto houver o erro e a chance de consertá-lo

...

Ainda há que se sonhar

Nem que seja para tentar se encontrar

E se perder dentro do mais íntimo do ser

...

Sempre sonhar

Devanear

Delirar

E quem sabe

Ainda acreditar...


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Eu quero você!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgryCiKN3fNqyAn94MFSswytPZl5mnFTWmjCX_akSMaJUv309K0juOcpZDC5Crl7aesRqPuRGheXHGo3oiiXzW1uj0Xjdx_z1GsepbP3NEqkOFWOMbl2YT9Yvexnal4S7YwIFKHXfhNT1ud/s1600/Sensual_by_fatallook.jpg

No interior desta cidade
Enquanto o vento bate
Na janela do meu quarto
Eu quero você!

É mais que necessidade
Que o meu corpo retrate
O desejo que aqui reparto:
Eu quero você!

Quase beira a insanidade
De um delírio escarlate
E uma agonia que estou farto:
Eu quero você!

Antes que essa enfermidade
Me consuma e me abate
Tal qual um infarto:
Eu quero muito você!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sinto um prazer




 
Sinto um prazer
Percorrer-me o corpo todo
Sinto um prazer
E estremecendo morro

Sinto um prazer
Lentamente subindo a espinha
Sinto um prazer
Que é uma coisa só minha

Sinto um prazer
Que não sei como chegou
Sinto um prazer
Que tudo o mais levou

Quadra Religiosa



 
Eu estou tranqüila,
Não preciso me desesperar,
Pois o Senhor me guia
Nos caminhos que tenho de enfrentar.

Anos atrás



 
Anos atrás nasceu um menino pobre
Mas que era o mais rico do universo
Criança ainda tentaram matá-lo
Apenas porque na sua inocência tinha um destino

Anos atrás um homem andou pela Galiléia
Falando coisas que muitos não queriam ouvir
Mas o que ele dizia a todos feria, não por maldade
Ele era puro, mas simplesmente por amor

Anos atrás um homem foi pregado numa cruz
Poucos tentaram salvá-lo, tinham medo
A maioria queria a sua morte, apenas por um motivo
O fato dele se dizer filho de Deus

Anos atrás um homem voltou da morte
Poucos acreditaram e duvidaram de sua honestidade
Mas com amor e brandura ele tudo provou
Para aos seus amados um dia o fruto conceder

Muitos, nos dias de hoje crêem nele
Por moda, por interesse, por vaidade, por poder
E se esquecem do que disse sobre fé e amor
Simplesmente porque ele viveu há alguns anos atrás.

Hoje



 
Eu queria viver apenas hoje
Para poder sorrir ainda hoje
Vendo as crianças correr
Ao entardecer de hoje

Eu queria sonhar hoje
Com algum conto de fada
Que fosse lido hoje
Ser feliz apenas hoje

Um momento, só hoje
Não é tão pouco
Para quem viveu ontem

Ouvir música, cantar, pular
Ver gente no dia de hoje
Para não sofrer amanhã.

O que dizem do Amor



 
Dizem que o amor é cego,
Por que então não lhe compram óculos?

Dizem que o amor é surdo,
Por que não lhe compram um auto-falante?

Dizem que o amor é ciumento,
Ele já leu o Otelo do Shakespeare?

Dizem que o amor não mente,
Mas por que de vez em quando esconde a verdade?

Dizem que o amor não tem cara,
Por acaso já lhe deram um espelho?

Dizem que o amor é eterno,
Mas como, se nós somos mortais?

Dizem que o amor não tem preço,
Então por que não compram um coração para guardá-lo?

Saudade e Nostalgia





A saudade estava procurando
Alguém em quem confiar
No espelho sujo encarando
A alma gêmea encontrar

E foi o que aconteceu
Com susto olhou a nostalgia
E foi aí que compreendeu
Era a irmã da vida vazia