segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sonhar...

Ainda há que se sonhar

Por mais que a tempestade se levante no horizonte

Ou mesmo que as sombras da noite cerrem suas pálpebras

No silêncio e na imensidão dos pensamentos

No singelo envolver de uma melodia suave

Na porta entreaberta do inconsciente obscuro

Na textura dos lençóis ou no aroma de um perfume conhecido

Na última esperança diante do que se perdeu

...

Ainda há que se sonhar

Enquanto as estrelas cintilantes e o brilho prateado da lua iluminam as trevas

Enquanto se contempla a pureza de um sorriso infantil

Ou uma lágrima de emoção que insiste em cair

Enquanto o sangue flui com intensidade pelas veias e o coração pulsa

Enquanto a natureza com suas cores, formas, cheiros e sabores permanece a embriagar os sentidos

Enquanto houver o erro e a chance de consertá-lo

...

Ainda há que se sonhar

Nem que seja para tentar se encontrar

E se perder dentro do mais íntimo do ser

...

Sempre sonhar

Devanear

Delirar

E quem sabe

Ainda acreditar...


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