Ainda há que se sonhar
Por mais que a tempestade se levante no horizonte
Ou mesmo que as sombras da noite cerrem suas pálpebras
No silêncio e na imensidão dos pensamentos
No singelo envolver de uma melodia suave
Na porta entreaberta do inconsciente obscuro
Na textura dos lençóis ou no aroma de um perfume conhecido
Na última esperança diante do que se perdeu
...
Ainda há que se sonhar
Enquanto as estrelas cintilantes e o brilho prateado da lua iluminam as trevas
Enquanto se contempla a pureza de um sorriso infantil
Ou uma lágrima de emoção que insiste em cair
Enquanto o sangue flui com intensidade pelas veias e o coração pulsa
Enquanto a natureza com suas cores, formas, cheiros e sabores permanece a embriagar os sentidos
Enquanto houver o erro e a chance de consertá-lo
...
Ainda há que se sonhar
Nem que seja para tentar se encontrar
E se perder dentro do mais íntimo do ser
...
Sempre sonhar
Devanear
Delirar
E quem sabe
Ainda acreditar...
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